Atualizada às 0h48 de 18 de junhoA Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo está convocando a comunidade LGBT a participar nesse próximo sábado, dia 20 de junho, às 19h, na Rua Dr. Vieira de Carvalho, próximo ao Largo do Arouche, de um protesto contra os ataques homofóbicos que aconteceram no centro da capital na noite do último domingo, 14 de junho, após o término da 13ª Parada do Orgulho.
Um dos casos se refere ao sofrido pelo homossexual Marcelo Barros, de 35 anos, que foi linchado por volta das 23h na Rua Araújo e após ficar em coma na UTI do hospital Santa Casa veio a falecer às 18h20 dessa quarta-feira, 17 de junho. Barros sofreu traumatismo craniano e chegou a passar por uma cirurgia na segunda-feira, dia 15, mas não resistiu.
A assessoria da Secretaria de Segurança Pública apenas sabe dizer que a polícia o encontrou por volta das 23h30, na Rua Araújo, uma travessa da Consolação, rua em que se encerrou a Parada. Como não foi encontrada nenhuma testemunha, ninguém ainda sabe explicar o acontecido. O fato preocupante é como algum gay pode ser linchado numa rua supostamente movimentada e com todo o sistema de policiamento previamente montado na região?
"Ele foi uma das pessoas mais doces que conheci. Rimos metade do tempo que passamos juntos e uma vez discutimos quem mataria uma barata que passeava num restaurante onde trabalhamos. Ainda possuía o agravante de ser negro. Opção errada, cor errada. O crime não foi nem esclarecido, o esquadrão sumiu. Não sei bem o que pode ser feito mas fica a certeza de que é necessário um pouco mais que três milhões de pessoas pulando e gritando para mudar as coisas", diz emocionado o amigo Ricardo Cardoso.
No mesmo domingo, por volta das 21h, uma bomba caseira explodiu na Rua Dr. Vieira de Carvalho ferindo 30 pessoas. Acredita-se que a bomba tenha sido atirada por um morador de um prédio, mas até o momento a polícia também não identidificou o responsável pelo ato de terror.
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