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quinta-feira, 5 de junho de 2008

Exército diz que sargento gay está preso por deserção, não por sua sexualidade

O sargento Laci de Araújo, preso “ao vivo” na madrugada da última quarta-feira, dia 04 de junho, foi transferido do hospital do Exército, em São Paulo, para Brasília no início da tarde de quinta-feira, dia 05. Os dados são do Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe).
Segundo o Exército, o sargento que revelou sua relação homossexual de mais de dez anos com outro sargento continuará detido pelo crime militar de deserção, e não por qualquer situação relativa à sua sexualidade. Em Brasília, Laci foi internado no Hospital Geral de Brasília, das Forças Armadas, onde permanecerá sob cuidados médicos.Laci de Araújo foi detido logo após participar de entrevista no programa SuperPop, na Rede TV!.
Argumentando ter problemas psiquiátricos e fazer uso de medicamentos controlados, foi mantido no hospital – com permissão especial para ter a companhia de seu parceiro.O ministro da Defesa, Nelson Jobim, negou que tenha havido discriminação do Exército. “O problema não é a discriminação. A questão é verificar se o caso concreto se aplica às regras disciplinares do Exército”, disse Jobim.
Confira a nota oficial da assessoria de imprensa do Exército:
"A propósito da matéria veiculada na última edição do periódico "Época" e em emissora de televisão, envolvendo militares do Exército, o Centro de Comunicação Social do Exército esclarece que aqueles militares já respondem a procedimentos judiciais, que estão na esfera da Justiça Militar da União.
As medidas cabíveis que a situação exige estão sendo adotadas de forma tempestiva, sem se descuidar dos princípios basilares da carreira das armas, enunciados no Estatuto dos Militares, dentre outras leis e respectivas regulamentações. O Exército cumpre rigorosamente os instrumentos legais, agindo com impessoalidade e observando os direitos pétreos previstos na Constituição Federal".

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Sargento gay preso após participar do SuperPop está no Hospital Militar

O sargento gay Laci de Araújo - que assumiu o relacionamento com o sargento Fernando Figueiredo em entrevista recente à revista Época - foi preso pelo Exército na madrugada desta quarta-feira, dia 04 de junho, após participar do programa SuperPop, apresentado por Luciana Gimenez na Rede TV!.

O casal respondeu no programa a uma série de perguntas sobre a descoberta da sexualidade de cada um e as dificuldades que enfrentaram para permanecerem juntos, desde 1997. “Existe sim uma quantidade muito grande de homossexuais incubados. Se for pecado ser gay no Exército brasileiro, então, podem fechar as portas porque praticamente todos serão condenados”, disse Fernando.

Segundo o jornal Folha de S.Paulo, enquanto a entrevista acontecia, o prédio da emissora era cercado pela polícia do Exército. Ainda no palco, a apresentadora Luciana Gimenez disse estar assustada com a situação inédita na história do programa. Com as imagens externas, o sargento Araújo se desesperou e disparou “Se eu for preso eu vou morrer, será queima de arquivo”, declarou ao vivo.

Em nota enviada a Época no dia 30 de junho, o Exército afirmou que Araújo está na condição de “desertor e foragido da justiça militar desde maio de 2007″ por não ter apresentado exames que comprovem seu estado de saúde após “longo afastamento do serviço militar”. O sargento respondeu que está com sérios transtornos emocionais.

Após a prisão, por volta das 3 horas do dia 4 de junho, Araújo foi conduzido ao Hospital Militar, no Cambuci, em São Paulo.

Para o ministro da Defesa, Nelson Jobim, não houve discriminação do Exército ao decretar a prisão do sargento por crime de deserção. “O problema não é a discriminação. A questão é verificar se o caso concreto se aplica às regras disciplinares do Exército”, declarou o ministro na tarde desta quarta-feira, dia 04 de junho.

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