segunda-feira, 16 de junho de 2008

Cientistas europeus afirmam que homossexuais têm estrutura cerebral diferente

Cientistas britânicos afirmam ter descoberto que cérebros de homossexuais têm diferenças estruturais e funcionais se comparados aos de heterossexuais. Aplicada em 80 homens e mulheres, incluindo16 gays e 15 lésbicas, a pesquisa da University College London utilizou a ressonância magnética para identificar possíveis variações de tamanho e de distribuição da massa encefálica.

Os resultados do estudo foram publicados pela Public Library Science na última semana e podem reforçar a tese defendida por muitos de que a homossexualidade é uma característica biológica. Segundo o artigo, o cérebro de homens homossexuais tem semelhanças funcionais aos de mulheres heterossexuais, e "em mulheres homossexuais, a massa encefálica do córtex perirrinal apresentam padrão estrutural parecido com o de homens heterossexuais". A área perirrinal é associada nos seres humanos ao comportamento social e sexual.

Outro estudo, publicado no início de maio pela National Academy of Sciences dos Estados Unidos, concluiu que os ferômonios, que afetam nosso olfato, atuam de maneiras diferentes em homens gays e heterossexuais. A pesquisa comandada pela cientista Ivanka Savic ,do Karolinska Institutet, estudou o comportamento de 12 homens gays, 12 mulheres heterossexuais e 12 homens heterossexuais diante do suor masculino.

Ela concluiu que tanto as mulheres heterossexuais como os homens gays reagiram fortemente quando cheiraram o suor masculino, enquanto os homens heterossexuais tiveram uma resposta insignificante. Como ambas investigações foram feitas com pequenos grupos em áreas restritas, é provável que a comunidade científica as receba com incredulidade. Além disso, a medicina já considera que o estilo de vida pode alterar a estrutural cerebral de um ser humano.

Os dois artigos científicos fazem conclusões similares à de Simon LeVay, cientista que causou polêmica em 1991 ao divulgar um estudo que associava a homossexualidade a características biológicas. LeVay comparou o cérebro de gays e heterossexuais que morreram em decorrência da AIDS e concluiu que o hipotálamo anterior - área do cébrebro associada ao comportamento sexual - é duas vezes maior em homens heterossexuais do que em homens homossexuais e mulheres.

"Há muitos estudos desse tipo sendo realizados, e eu creio que em breve haverá melhores esclarecimentos", disse Savic para a National Geographic. "No momento, não existe uma conclusão definitiva", afirmou.

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