
A Parada Gay de Roma 2007 reuniu dezenas de milhares de pessoas nas ruas da capital italiana no último sábado, dia 16 de junho, para reivindicar o reconhecimento dos direitos dos casais homossexuais. Sob o lema "Igualdade, Dignidade e Laicidade", os manifestantes, portando bandeiras do arco-íris e palavras de ordem contra o Vaticano e o papa Bento 16, pediram a aprovação do projeto de lei que reconhece juridicamente as uniões livres, tanto entre casais do mesmo sexo, como do sexo oposto. A manifestação, que teve como um de seus líderes a deputada travesti do Partido da Refundação Comunista, Vladimir Luxúria, teria chegado a reunir 1 milhão de pessoas, segundo a mídia gay italiana. Já a imprensa em geral divulgou que “ao menos 100 mil pessoas” participaram da Parada. “Hora de despertar a hierarquia católica”Em março desse ano, mais de 50 mil manifestantes tinham tomado as mesmas ruas da capital italiana para pedir a aprovação do projeto de lei, duramente atacado pelo Vaticano desde sua apresentação. O projeto foi aprovado no início de fevereiro pela coalizão de centro-esquerda liderada pelo então primeiro-ministro Romano Prodi, que renunciou pouco depois, após sua coalizão ter saído derrotada em uma votação chave no Senado sobre política externa. Na ocasião, o deputado democrata Franco Grillini, fundador do grupo de defesa dos direitos homossexuais Arcigay, entidade organizadora da Parada de Roma, declarou: “É hora de despertar não somente a classe política, que se opõe há anos aos direitos para os homossexuais, mas também a hierarquia católica, que impõe verdadeira uma ditadura clerical ao país”.
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