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sexta-feira, 12 de junho de 2009

Filha da cantora Cher fará cirurgia de mudança de sexo

Jornalista e militante LGBT, Chastity Bono, filha da cantora Cher com Sonny Bono, vai fazer a cirurgia de transgenitalização, mais conhecida como mudança de sexo. Segundo Daily News, Chastity, de 40 anos, que nasceu biologicamente mulher, já mudou o nome para Chaz e vem, segundo o tabloide, pensando na cirurgia há alguns anos. "Chaz, após anos ponderando, tomou a corajosa decisão de honrar sua verdadeira identidade", disse Bragman, o representante de Chaz.

Bragman disse ainda que "ele está orgulhoso de sua decisão e agradecido pelo apoio e respeito mostrado pelas pessoas que ama. É o desejo de Chaz que esta escolha abra mentes e corações do público em torno do assunto, assim como aconteceu quando ele 'saiu do armário' 20 anos atrás", completou.

Chaz chegou a escrever um livro sobre se assumir homossexual, Family Outing, em que descreve como percebeu ser "diferente, especialmente de quem minha mãe esperava que eu fosse".

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Cuba volta a permitir cirurgias de mudança de sexo

Mariela Castro é a principal responsável pela conquista dos LGBT em Cuba

Após mais de 20 anos de proibição, Cuba voltou a permitir a realização de cirurgias de transgenitalização, conhecida popularmente como cirurgia de mudança de sexo. O anúncio foi feito por Mariela Castro, diretora do Centro Nacional de Educação Sexual (Cenesex) e filha do presidente cubano Raúl Castro. Foram retomadas "cirurgias feminilizantes e masculinizantes com vistas a fazer a redesignação sexual completa".

O país tinha realizado até hoje apenas uma cirurgia de mudança de sexo, em 1988, mas a decisão foi suspensa pelo então presidente Fidel Castro. A revolução cubada na década de 1960, liderada por Fidel, internou os homossexuais em campos de trabalho. Por esse motivo e pelo fato dos homossexuais terem sido perseguidos até pouco tempo, a liderança de Mariela é tão importante.

Há 100 casos sob análise, 19 deles já estão prontos para se submeterem à operação. Há um ano, Mariela anunciou que estava preparando uma comissão composta por psicólogos, médicos e diversos especialistas. O acompanhamento é rigoroso e pode levar até dois anos para ser aprovado. Mariela também encabeçou, em 16 de maio, a primeira passeata pelos direitos LGBT pelo centro de Havana.

Nesta quarta-feira, dia 3 de junho, Cuba também voltou a fazer parte da Organização dos Estados Americanos (OEA), que aprovou por consenso a readmissão do país, que havia sido expuslo da OEA em 1962 por pressão dos Estados Unidos, em meio a Guerra Fria.

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